Sou Laís, designer de produto com um pezinho no código — ou talvez os dois.
Minha relação com tecnologia começou muito antes de eu saber que isso poderia virar profissão. Cresci em Caldas Novas, Goiás, curiosa por tudo que envolvia criar, organizar e descobrir como as coisas funcionavam. Quando não estava dançando, estava no computador aprendendo sozinha a usar ferramentas digitais e programas de criação.
Depois de me mudar para Manaus, Amazonas, essa curiosidade encontrou um caminho mais claro. Passei pelo design, pela publicidade e pelo desenvolvimento web até chegar ao lugar em que mais gosto de estar hoje: na interseção entre produto, interface, tecnologia e dados.
Atualmente trabalho com produtos digitais na Defesa Civil do Amazonas, projetando interfaces e fluxos para sistemas que apoiam operações, gestão de informações e tomada de decisão. Gosto especialmente de pegar processos cheios de regras, etapas e exceções e transformá-los em experiências mais simples, organizadas e humanas.
Também gosto de acompanhar o que acontece depois do Figma. Por isso, meu trabalho frequentemente atravessa prototipação, front-end, integrações, bancos de dados e visualização de informações. Para mim, entender como uma solução funciona por trás da interface ajuda a projetar melhor aquilo que aparece na frente dela.
E existe uma parte importante de mim que acontece longe das telas: o ballet.
A dança clássica faz parte da minha vida há anos e acabou moldando muito da forma como trabalho. Ballet me ensinou sobre repetição, precisão, ritmo, atenção aos detalhes e sobre aquela ideia curiosa de que algo pode parecer simples justamente porque houve muito trabalho por trás.
Talvez seja por isso que eu goste tanto de interfaces que parecem leves.
No palco ou no produto, tenho uma preferência parecida: tirar o excesso, organizar a complexidade e fazer o resultado final parecer natural.
Design, código e ballet parecem mundos diferentes. Para mim, todos eles falam sobre estrutura, ritmo e intenção.